Ponto de Vista

Kátia Tramontano

Professora

Assessora Pedagógica

Mestra em Educação

ktmingarelli@hotmail.com

Aos mestres, todo o respeito do mundo!

Ontem foi o Dia do Professor. Uma data pouco explorada comercialmente, pouco divulgada midiaticamente, pouco celebrada pelos envolvidos por ela: mestres, alunos e famílias.
Para quem atua há mais de 30 anos na área, como eu, e viu com o passar do tempo, a profissão do magistério sofrer as consequências da entrada no novo século, além de todas as mazelas do desprestígio e perda de status, não haveria motivos para comemorar. Mas educação é transformação, e é preciso transformar o descaso em alerta.
Quando ingressei no magistério, financeiramente já não havia um retorno significativo, mas em termos de realização, de envolvimento, de resultados positivos, não via outra carreira que conseguisse atingir um nível de satisfação maior. A sociedade valorizava o conhecimento e o condutor do processo de aquisição do mesmo merecia seu lugar de destaque. Respeito e reverência retornavam em forma de amizade, cumplicidade e carinho.
Com a inversão dos valores que sutilmente o pensamento neoliberal inseminou no estilo de vida das pessoas, o individualismo, a ditadura do sucesso a qualquer custo, o culto ao consumo, a relação professor-aluno-família sentiu os efeitos e o professor de protagonista passou a ser visto como antagonista no processo de ensino e aprendizagem.
E, em 2020, o desafio imposto aos professores foi bem maior. Tivemos que nos adaptar às novas tecnologias e transformar o modo de dar aulas. Lidar com a distância talvez tenha sido o maior dos problemas. A falta de contato, do carinho, da interação fez com que o processo de ensino e aprendizagem fosse ainda mais desafiador.
Mas nenhum professor esmoreceu. Fomos à luta, nos reinventamos, nos capacitamos e superamos obstáculos para atingir nossos objetivos. 
Pena que o presidente da república desferiu um ataque aos professores, que estão tendo que se desdobrar para lidar com o ensino remoto durante a pandemia, em uma live em 17/09. Segundo o presidente, os sindicatos de educadores são de “esquerda radical” e defendem o “Fica em Casa” para trabalhar menos e não pelo risco de contágio da aglomeração nas escolas”. Seria cômico, se não fosse trágico.
Tragédia à parte, é preciso que os professores sejam reverenciados, pois merecem todo o respeito do mundo. Parabéns a todos nós!!!
Um abraço e até a próxima semana!

FIQUE ANTENADO !

 Preencha os campos informativos abaixo e fique por dentro das últimas notícias de Vinhedo, Louveira, Valinhos e região. 

© 2019  l  Criado por VA90