Contos & Histórias

Wladimir Novaes Martinez

Escritor 
Jornalista
Membro da OAB - Presidente da Comissão de Direito Previdenciário 
Membro da IBDPI
Membro do CEV

previdenciasocial@uol.com.br

PSEUDOS ATEUS

Óh, ateus, dá pena de vocês. Muitas pessoas dizem não acreditar em Deus. Será verdade ou equívoco de lógica? Todavia, consolem-se não vai faltar um ventilador para vocês lá no Céu.

         No amplo campo da especulação examinemos essa questão, pressuporem o uso de dogmas fundamentais para o desenvolvimento desta exposição.

Partamos de três palavras: Deus, criação, universo.

         Temos de começar definindo o significado de Deus e receamos ser uma impossibilidade, mas, para prosseguir, admitamos ser possível algum entendimento.

         A criação é outro indigitado questionamento, e aqui comparece o primeiro dogma acolhido: se as coisas existem é porque foram criadas (por ora, não importando, por quem).

Quem não aceitar esta premissa então deve parar de ler.

Carl Marx, padecendo de uma miopia mental, possivelmente devido a quezília com os sacerdotes locais, afirmou em sua obra que a religião era o ópio do povo e que o homem criou Deus.

Tem que digam que Deus não fez o homem, mas o homem fez Deus. Qualquer de que seja essa concepção parece que homem a divulgou aqui na Terra.

         Com teria surgido esse conceito?

         O homem das cavernas não entendia fdr muita coisa, a não ser ter de se alimentar. Quado mirava um riacho e via a água escorrer estava bem, mas e a chuva?

         Ai, ai, ai. Ela vinha de cima e ele teve de olhar para o firmamento para tentar compreender algo possível. Descobriu que a a água vinha das nuvens e foi um grande passo.

         E o raio? O som do trovão, uma luz brilhante e que, às vezes, a provocava um incêndio devastador no solo.

         Como antes, idealizara as coisas eram feitas por alguém e precisou intitular o autor dessa manifestação. Não vinha dos homens.

         Antropoformizou o evento e o atribuiu a uma entidade sobrenatural (ainda que mal conhecesse essa palavra).

         Tudo estava bem, tempos a frente notou que esses fatos sobrevinham por alguma razão e apareceu alguém que, em razão dos efeitos supervenientes, teria uma origem moral.

         Ele já descobrira que mulheres que haviam se deitado com um homem engravidavam; um dos raciocínios que focavam a relação entre causa e efeito que lhe pareceu lógica.

         Homens mais adiante que foram observadores resolveram batizar um nome para as manifestações da natureza circundante, e chamaram de Deus.

         Mais tarde, chamaram o astro-rei de Deus Sol.

         A humanidade criou a mitologia e ela admitiu várias espécies e de deuses e isso foi um avanço na compreensão do mundo.

         Todas as civilizações conhecidas adotaram uma mitologia. Esse processo era bom e justificava o mando dos líderes.

         Surgiram instituições humanas espirituais, que significava uma relação união com o Deus concebido.

         Alguém afirmou não ser lógico haver mais de deus e criou monoteísmo. Mais um passo que reforçou o poder das religiões.

         Cleópatra, para deter mais domínio no Egito se vestia exatamente de modo como os alfaiates da corte concebiam Isis, a deusa egípcia e muitos e julgaram uma deusa.

Os monarcas portam uma coroa de ouro brilhante na cabeça, a parte mais alta do seu corpo, dizendo que o seu poder vem diretamente de cima e se tornava indiscutível o seu domínio.

Podia-se não acreditar naquele ser mortal, mas a partir da coroação era quase um Deus e deveria ser obedecido. Até hoje na Inglaterra é um pouco assim.

         Verdade que o vitorioso militar Napoleão Bonaparte não quis herdar esse “poder divino” com a coroa entronizada na sua cabeça e a tomou do eclesiástico que a segurava e se coroou imperador, afastando a cara república francesa.

Bem, voltemos ao tema, nesse cenário como se situam os que

se dizem ateus.

         Aparentemente, fazer essa afirmação perante tolos faz do autor alguém mais instruído, inteligente e especial.

         Então, diz não acreditar em Deus, mas de qual deus? Será que sabe do que está falando? Não, não sabemos e não está sozinho. De que falam os ateus, das religiões, dos ministros religiosos ou da filosofia? Aparentemente, dos pobres coitados dos padres.

         Como Einstein foi considerado o homem mais inteligente do milênio indagaram-lhe, se ela acreditava em Deus. Ele retrucou: “O meu deus é o Deus de Baruch Spinoza”.

E para Spinoza, um dos primeiros gnósticos,  não era dos padres...

         Para que alguém acredite ou não credite em Deus, precisa conhecê-lo e como isso é possível não tem lógica. Frederich Nietzsche teria afirmado que Deus estava morto, mais vai lá saber quem ele se referia se não nada do universo. Já pensou se alguém dissesse a ele para explicar a origem das 10100 partículas do universo?

Ateu: subtraia Deus do universo e, por favor,  tente explicá-lo...

         O ateísmo tem origem remota, é assunto enciclopédico, mas aqui não poderemos falar disso, apenas do ateu.  Dois por cento da população é ateia. Na China, 60% do povo não crê em Deus.

Primeiro, ele tem de fazer uma autocrítica e apurar por que se tornou descrente, seria devido que 60 milhões morreram na segunda guerra mundial o Céu nada fez? Muitos sertanejos oravam para o Padre Cícero, mas ainda assim não chovia.       

Há quem confunda ateísmo com não aceitar a religiões, prefere alardear a sua descrença do que ofender o pastor do templo que a mulher respeita.

Uma nova minoria de incrédulos terraplanistas está exigindo o que julga ser seu direito subjetivo, principalmente nos Estados Unidos. Sai às ruas em manifestações e querem respeito para sua opção pessoal de ateus confessos. Vive bradando em público que não crêem em Deus, mas essa publicidade em altos zurrar os compromete.

Se não acreditam num incompreensível ser fique na sua. Os heterossexuais não precisam desfilar nas ruas com estandartes fálicos, afirmando sua virilidade. Não precisam disso, ninguém carece provar que é o que é.

         Os ateus, que me desculpem, são uns desinformados de carteirinha. Se fossem lógicos, poderiam de descrer de algo cognoscível e Deus não é. Não aceitam algo que não sabem o que é.

Querem um selfie, um desenho, uma pintura d’Ele. Como não enxergam essa demonstração visual sustentam que sua inexistência. Um erro primário de lógica, de desavisados perdidos em suas vãs especulações.

         Uns raciocinam assim: Ele não intervém e milhões de inocentes morreram todos os anos em virtude das forças telúricas da natureza.

Ele não premia os bons nem pune os maus. 

         Quando vêem uma pessoa nascida com um aleijão, os incrédulos se perguntam: como isso é possível? O recém-nascido é inocente e está sendo castigado sem culpa. Punido porque seus pais não fizeram os exames pré-nupciais, não por qualquer ação exterior.

Esse raciocínio moral pode ser entendido, mas essa questão não é moral e sim biológica.

         Os que crêem também não são lógicos, mas foram abençoados por uma fé dogmática.

Ela lhes basta para viver em paz e tentar entender o universo.

Quem tem um pomar sabe que mexeriqueira produz cerca de 500 frutos, cada um deles com dezenas de sementes, que podem gerar umas infinitude de mexeriqueiras e assim por diante. Todas geneticamente iguais...

Claro, acreditar ou desacreditar é um processo neurológico que exigem sensibilidade, pois são necessárias evidências e elas não auxiliam os ateus.

Segundo o filósofo Luiz Felipe Ponde: “Uma das causas da raiva dos ateus contra Deus é porque Ele não é mais democrático na distribuição de milagres”.

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