• Jornal Tribuna Online

Entrevista com Joeldir Manoel Silva - BAMALO

A Banda Marcial de Louveira – BAMALO, foi fundada oficialmente em 7 de setembro de 1991, é uma associação civil, de direito privado, sem fins lucrativos e econômicos, com sede na cidade de Louveira, que promove ensino gratuito de música para crianças, jovens e adultos. O fundador da Bamalo foi Joeldir Manoel Silva, carinhosamente conhecido como maestro Joel, que em 1989, ao se mudar para Louveira, deu início a Bamalo, passou por momentos difíceis, mas nunca deixou de acreditar no potencial de Louveira, que, hoje, é reconhecida nacionalmente. Joel é natural de Franco da Rocha, iniciou seus estudos de música na fanfarra da E.E.P.G. Domingos Cambiaghi com o maestro Jairo Farias no ano de 1971. Em 1978 ingressou na Banda Marcial de Franco da Rocha, no ano seguinte com apenas 15 anos, foi convidado ao desafio de reiniciar as atividades da fanfarra Domingos Cambiaghi, sua primeira fanfarra. A partir daí, sua vida como professor no meio de bandas e fanfarras não parou mais, além dos diversos títulos de melhor maestro que ganhou nos concursos que participou, foi fundador e regente de várias outras fanfarras. Estudou piano no Conservatório Musical da Lapa, em São Paulo; trombone no Conservatório Villa Lobos, em Osasco, Composição e Regência no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e Regência na Unicamp. Além de sua experiência com bandas e fanfarras, Joel é acadêmico da AMLAC, foi regente de corais, atuou na noite paulistana como trombonista, tocando em diversas orquestras de baile, lecionou matemática, educação artística, arte musical e desenho geométrico no ensino estadual de SP por 9 anos. Em 2010 fundou a “Joe Music”, empresa especializada no ensino de música.

Entrevista com Joeldir Manoel Silva LOUVEIRA
Foto: Redes Sociais.

Jornal Tribuna (JT): Como você se tornou maestro da BAMALO?

Maestro Joel (MJ): Em 1990 Fui convidado a ensaiar umas fanfarras da cidade para o desfile de 7 de setembro e notando a falta de uma banda Marcial, fiz a proposta e acataram, desde então, sou fundador e maestro da mesma.


(JT): O que a BAMALO representa, hoje, para a comunidade louveirense?

(MJ): Creio que a BAMALO já tenha se tornado praticamente um patrimônio da cidade, em 7 de setembro do corrente ano, comemoramos 30 anos de sua fundação oficial e de atividades ininterruptas. Nesses anos todos muitos louveirenses, vinhedenses e jundiaienses passaram pela banda e, hoje, vejo meus ex-alunos colocarem seus filhos no grupo e isso é motivo de muito orgulho.


(JT): Hoje, a banda conta com a participação de quantos integrantes?

(MJ): Encerramos 2019 com 80 componentes e a banda se tornou campeã brasileira no campeonato realizado pela LBF Liga Brasileira de Bandas e Fanfarras, na cidade de Senador Canedo em Goiás, de lá pra cá começou a pandemia e, ainda, não voltamos 100%.


(JT): Como estão as atividades da Banda na pandemia?

(MJ): Estamos fazendo aulas individuais e ensaios por naipe de instrumentos e pequenos grupos.


(JT): Existe algum projeto que você gostaria que se tornasse realidade na Bamalo?

(MJ): Existe sim, já havíamos conseguido concretizar, que é o de banda nas escolas. Tínhamos um projeto que funcionava dentro das escolas municipais de Louveira, eram 9 escolas ao todo, atendíamos mais de 1000 alunos por ano, com isso, tínhamos sempre alunos novos participando da banda, uma boa rotatividade, pois muitos pegavam o gosto e vinham para a BAMALO, além do mais, dávamos oportunidade de emprego para componentes mais antigos que já estavam inclusive fazendo faculdade de música, mas, por motivos burocráticos e questões licitatórias, etc, acabamos não continuando com o projeto. Outro grande sonho é ter uma sede própria.


(JT): Para encerrar, há algum lema que o marca ou uma mensagem que gostaria de deixar aos louveirenses?

(MJ): Ah, algo que dizemos sempre é: BAMALO, orgulho de ser louveirense e de levar o nome de nosso querido município a todo Brasil. Hoje, com muito orgulho, somos reconhecidos internacionalmente, inclusive já recebemos convites para nos apresentarmos no Chile e na Alemanha, mas, por questões de apoio, não conseguimos.

1 visualização0 comentário