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Entrevista com Chrislane Machado Pereira

Chrislane Machado Pereira, mais conhecida como Chris PC tem 37 anos, formou-se em 2013, em pedagogia na ULBRA - Universidade Luterana do Brasil, por 5 anos foi empresária no ramo do esporte, quando era proprietária da academia Lutas & Fitness. Nesse meio tempo chegou a competir como fisiculturista, consagrando-se Campeã Paulista Amadora. Em paralelo sempre realizou e participou de projetos sociais voltados para as crianças, todos em Vinhedo, como por exemplo a Casinha do Papai Noel na Capela, o projeto “Passeio de Rolimã”, Empinando Pipa, entre outros. Esposa do vice-prefeito, Edson PC, Chris é mãe de uma menina. Reside em Vinhedo há sete anos, no bairro da Capela. Devido à sua formação acadêmica, tem um olhar especial e crítico voltado à educação, às crianças com necessidades especiais e desenvolvimento familiar. Tem, também, como bandeira atuar em prol da saúde da mulher e da participação ativa delas na política. Acredita que a política é a maneira mais eficaz de promover as mudanças que a população necessita e promover o desenvolvimento sustentável. Atualmente, é vereadora da Câmara de Vinhedo e foi eleita com 843 votos.

Entrevista com Chrislane Machado Pereira VINHEDO
Foto: Divulgação.

Jornal Tribuna (JT): Você é natural de onde? Como foi sua vinda para Vinhedo?

Chris PC (CP): Sou natural de Propriá - SE, mas meu pai morou em Vinhedo por muito tempo e o lado paterno da minha família é daqui. Minha vinda aconteceu na infância, por alguns anos, depois voltei pra Sergipe, e retornei pra Vinhedo já adulta.


(JT): Quais são as principais qualidades da cidade a seu ver?

(CP): O que eu gosto em Vinhedo é que tem estrutura pública de cidade de grande porte, mas, ao mesmo tempo, o acolhimento, a tranquilidade e a segurança de uma cidade pequena.


(JT): O que costuma fazer em seu tempo livre? Algum hobby que cultiva?

(CP): Gosto muito de praticar esportes. Fiz muita academia, mas, hoje em dia, no pouco tempo que tenho livre procuro curtir com a minha filha, Lua. De vez em quando, me aventuro a andar de bicicleta por aí.


(JT): De onde surgiu seu interesse pela política?

(CP): Passei a me interessar mais por política, acompanhando o trabalho do meu marido, Edson PC, a quem tenho apoiado desde o início e a quem devo muito do que aprendi e aprendo sobre a vereança. Por acompanhar a rotina dele e o trabalho junto à população, percebi que podia contribuir, assim como

ele, para combater as injustiças, principalmente com os mais pobres, que dependem dos serviços públicos.


(JT): Como você recebeu o resultado da vitória nas urnas?

(CP): Com muita alegria. Um misto de vitória dupla, dever cumprido e expectativas. Dever cumprido porque trabalhei muito, andando em todos os bairros, conversando incansavelmente com as famílias, pessoalmente, por WhatsApp, redes sociais... Vitória dupla porque foi uma campanha realmente muito cansativa, em meio à pandemia e, para completar, sofri muitos ataques pessoais e de baixo nível por parte de alguns, então, foi uma sensação de vitória em dose dupla por isso. As expectativas acho que são naturais né. Porque a gente venceu a primeira etapa. Agora começa o desafio de fato; aí várias coisas passam pela cabeça, a gente sente a grande responsabilidade que é sentar em uma cadeira eletiva. Eu só estou nessa cadeira, porque pessoas confiaram em mim. E, para mim, honrar os votos recebidos é meu guia motivador que impulsiona meu trabalho no dia a dia.


(JT): Como está sendo o dia a dia nestes primeiros meses como vereadora?

(CP): Desafiador. Muito trabalho, muitas ideias para colocar em prática e, também, muitos obstáculos. Existem coisas na política que quando estamos de fora julgamos ser fácil de resolver e desenraizar, mas quando a gente entra percebe que “o buraco é mais embaixo”. A população, muitas vezes, não sabe e não acredita, mas ainda existem pessoas eleitas, que continuam legislando em benefício próprio, ao invés de colocar o bem-estar e os interesses da população em primeiro lugar. Verdadeiros lobos em pele de cordeiro. Dizem que querem combater a corrupção na hora de votar um projeto, um veto, de fiscalizar ou se posicionar, se esquivam, maquiam, ludibriando a população e os próprios eleitores. Atacam e criam polêmicas para jogar cortina de fumaça sobre o assunto que não querem que a população acesse. Enfim, eu estou aqui para colocar tudo em pratos limpos. A população pode contar comigo para jogar tudo no ventilador, porque meu compromisso é com a transparência, não tenho rabo preso com ninguém e estou fechada com população, doa a quem doer. Às vezes, alguns assuntos ficam limitados à vaidade e aos interesses de alguns, quando, na verdade, o que deveria prevalecer é o interesse público. Mas, estamos aí para mudar isso.


(JT): Quais são seus principais projetos como vereadora?

(CP): Desde que me propus a entrar para a política, sempre busquei pautar meu trabalho pela defesa dos interesses da população e, principalmente, das mulheres, nas áreas da saúde e da educação. A saúde da mulher é algo muito importante para mim e que acredito que, se devidamente valorizada, traz benefícios enormes à sociedade como um todo. As mulheres são peças centrais na maioria esmagadora das famílias, trabalhando e cuidando dos filhos e lares. Quando uma mulher adoece, toda a família sofre... Por isso apresentei o Projeto de Lei Nº 06/2021, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre os benefícios do parto humanizado, mas, infelizmente, foi vetado pelo prefeito. Também tenho projetos na área do bem-estar animal, como o banco de ração, que foi reprovado, mas o prefeito se comprometeu a implantar na nossa cidade. Tenho, também, projetos na área do transporte coletivo, como o que visa limitar a lotação dos ônibus para conter a pandemia. São muitas ideias e, aos

poucos, estou pautando-as de acordo com o que cabe ao poder legislativo, com indicações, moções, projetos de leis, requerimento para fiscalizar o Executivo, etc. Mas a verdade é que o trabalho da vereança é um tanto quanto limitado, porque a maior parte das soluções administrativas que dependem de verbas, só podem partir do próprio poder Executivo. De certo modo isso engessa um pouco a atuação do poder legislativo.


(JT): Para encerrar, há algum lema que a marca ou uma mensagem que gostaria de deixar aos leitores?

(CP): Meu lema da campanha segue o mesmo - trabalhar com transparência, ética e focada no combate à corrupção. Quero que a população saiba que pode sempre contar comigo e dizer que jamais percam a esperança e a fé.

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