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Entrevista com Marco Antônio Biazzi

A história do Bairro Abadia se mistura com a história da família Biazzi. Após à chegada ao Brasil do casal Thereza e Giácomo Biazzi, seus filhos José, Giácomo, Santo e Ângela, vindos de Trevizo na Itália se deslocaram rumo à cidade de São Carlos na fazenda “Descalvado”, para trabalharem na lavoura de café. Mesmo que, anteriormente, tivessem residido em outras regiões, a história dos Biazzi teve seu início na fazenda Fetá, em Louveira.

Com a perda do patriarca, Thereza insiste para que os filhos comprem terras para trabalharem nas próprias plantações. A partir disso, economizaram e compraram a fazenda de aproximadamente 100 alqueires.

Moravam todos juntos, os descendentes foram aumentando, e as terras foram divididas entre todos, dando origem ao bairro Abadia. Com o passar dos anos, outras famílias foram se juntando aos Biazzi. Famílias como Bonetto, Lorenção, Borriero, Bragile e Franzini entre outras.

Com a crise de 1929, a produção de café não resistiu e a solução foi começar a cultivar outra fruta; começaram, então, a plantar Uva. Durante muito tempo, o cultivo de Uva foi a principal fonte de renda das famílias “abadienses”, mas, com o passar dos anos, novos cultivos foram adaptados e, hoje, temos além da produção de uva, o cultivo de caqui e hortaliças.

A Cose Dell’Abadia é da família Biazzi, surgiu em Louveira há dez anos, a partir da demanda das pessoas em visitar as propriedades da família e foi ampliando, gradativamente, até se tornar um conhecido ponto turístico e gastronômico de nossa região. Atualmente, o Cose Dell’Abadia, dispõe em sua loja deliciosos produtos feitos artesanalmente como: pães, macarrão, doces, vinhos, geléias e frutas frescas. O Jornal Tribuna conversou com o proprietário Marco Antônio Biazzi sobre o sucesso de seu negócio:

Entrevista com Marco Antônio Biazzi LOUVEIRA
Foto: Arquivo Pessoal.

Jornal Tribuna (JT): O que a Cose Dell’Abadia representa, hoje, para a comunidade louveirense?

Marco Biazzi (MB): Nós temos um espaço bastante agradável, familiar, que representa para o município mais uma alternativa de turismo, lazer, onde você pode frequentar com sua família e degustar os produtos artesanais feitos com muito carinho com “receita da Nona” que a gente faz questão de seguir até hoje.


(JT): Hoje, a Cose Dell’Abadia conta com a participação de quantos funcionários e colaboradores?

(MB): Atualmente, trabalhamos com uma equipe de sete pessoas que ajudam, diretamente, na Cose Dell’Abadia.


(JT): Como estão as atividades nesta época de pandemia?

(MB): Nós estamos trabalhando de uma forma bastante consciente, respeitando as normas do Governo. Passamos por um período de mais de um ano por conta dessa pandemia, com algumas coisas restritas conforme determinado, mas como temos um espaço bastante aberto, conseguimos trabalhar bem a questão de segurança com os clientes. Não foi fácil. Foi um período muito triste. Não só por conta do movimento, que ele até se manteve, mas quantos amigos acabamos perdendo durante esse período.


(JT): Existe algum projeto que você gostaria que se tornasse realidade na Cose Dell’Abadia?

(MB): Na verdade, quando começamos, fomos crescendo conforme a demanda com ideias e projetos. A gente vem caminhando com projetos de ampliação do espaço, tenho projeto de montar uma tirolesa dentro do nosso sítio. A ideia é poder passar pelas parreiras de uva e plantação de caqui.


(JT): Para encerrar, há algum lema que o marca ou uma mensagem que gostaria de deixar aos louveirenses?

(MB): Como louveirense, nascido e criado na cidade, tenho um carinho muito grande por nosso povo, minha mensagem é que o povo se ame mais, lutem pelos seus sonhos, mas com honestidade!

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