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Entrevista com Rafael D'Alessandro

As Oficinas Culturais de Vinhedo são oferecidas em 30 modalidades de curso com mais de 890 alunos. Com o avanço da vacinação e a diminuição dos casos de Covid-19, as aulas presenciais foram retomadas em Vinhedo. O Jornal Tribuna, preparou uma série de entrevistas com os artes-educadores das oficinas culturais, nesta semana, vamos conhecer a história de Rafael D’Alessandro, Arte-Educador nas Oficinas de Teatro.

Entrevista com Rafael D'Alessandro VINHEDO
Foto: Arquivo Pessoal.

Jornal Tribuna (JT): Qual o seu nome completo?

(Rafael): Rafael D’Alessandro.


(JT): Você é natural de Vinhedo?

(RA): Não, nasci em Campinas. Minha vinda para cidade aconteceu por conta dos editais de chamamento para Arte-Educadores e Oficinas Culturais da Secretaria de Cultura e Turismo de Vinhedo de 2020 e 2021.


(JT): Qual a sua formação? Conte-nos um pouco de sua trajetória profissional.

(RA): Já participei de diversos grupos e companhias de teatro durante esses anos. De meus trabalhos mais relevantes como ator, destaca-se a minha participação na Damião e Cia de Teatro (2014 - 2018), da cidade de Campinas, com os espetáculos “As Presepadas de Damião” e “Burundanga”.

Integro, também, o coletivo Rede Usina Geradora de Cultura, desde 2013, coletivo responsável por gerenciar a Sala dos Toninhos, espaço teatral e cultural localizado na Estação Cultura de Campinas, promovendo dezenas de temporadas teatrais, ministrando aulas de teatro e de Maracatu, produzindo oficinas culturais, saraus, shows, jams, festas juninas, exposições e eventos culturais no geral. Sou batuqueiro e produtor do grupo Maracatucá de Campinas, que estuda, toca e ensina Maracatu de Baque Virado, em especial o baque da Nação Porto Rico e da Nação Encanto do Pina, ambas de Recife/PE.


(JT): Qual oficina cultural você ensina na Prefeitura de Vinhedo e há quanto tempo?

(RA): Minha oficina faz paralelos entre estudos cênicos de interpretação, preparação e condicionamento físico, estudos rítmico-corporais, jogos e dinâmicas de improvisação de cenas, com o estudo dos cantos, danças, toques e ritmos de diversos folguedos do Brasil, com forte destaque para o Nordeste, como a Ciranda, o Boi, Maracatu Rural, Maracatu de Baque Virado, Cavalo Marinho, etc, manifestações culturais brasileiras que fazem parte da cultura popular. Estou, há dois anos, desenvolvendo meu trabalho em Vinhedo.


(JT): Quantos alunos participam da sua oficina?

(RA): Ao todo, são 10 alunos e alunas.


(JT): Como está sendo a retomada das atividades presenciais?

(RA): Importantíssima a retomada das atividades presenciais, todas as pessoas estavam muito necessitadas de encontros presenciais. Está ocorrendo de maneira bastante controlada, com turmas reduzidas e seguindo todas as recomendações sanitárias.


(JT): De onde surgiu seu interesse em atuar como oficineiro?

(RA): Sempre gostei muito do ambiente de uma aula de teatro, desde a época em que eu era aluno. O ambiente de troca, de escuta, de colocar o corpo em ação, do estado de atenção, do jogo criado nas dinâmicas de uma aula de teatro é muito saudável. Cria-se um ambiente empático e de confiança, oferecendo diversos estímulos, para que os alunos e alunas explorem e desenvolvam suas habilidades motoras, seu potencial expressivo, sua postura, a imaginação e criatividade.


(JT): O que você considera ser a chave para o sucesso do aprendizado?

(RA): Interesse, disponibilidade, presença, dedicação e repetição.


(JT): Para encerrar, deixe uma mensagem aos leitores vinhedenses.

(RA): Para quem quiser conhecer melhor o meu trabalho, @rafa_dalessandro no Instagram.

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